sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os jovens fazendo História

        Ontem, falei em sala de aula, que a gente percebe que está envelhecendo quando começa a falar das coisas que aconteceram, não como professor, mas como testemunha dos fatos.
         Ontem mesmo, algumas horas depois dessa aula, tomei conhecimento e “testemunhei” mais um fato histórico importante: a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que marca não apenas o fim de uma ditadura de 30 anos, mas o início de uma era democrática.
         É inegável a participação dos jovens egípcios no desfecho desse imbróglio: se eles não fossem para as ruas, exigir de maneira consciente e ordeira, algo melhor para o país deles, nada teria acontecido. Fiquei a lembrar da atuação dos jovens brasileiros à época da Ditadura Militar (1964-1985), à época das “Diretas Já” (1983-1984) e à época dos “caras-pintadas” (1992) e me perguntei: por que será que os nossos jovens de hoje são tão alheios às questões políticas e sociais? Será que se nossos jovens organizassem (de forma consciente e ordeira) movimentos semelhantes exigindo mais ética, transparência e, principalmente, honestidade de nossos representantes políticos não teríamos um país melhor e, consequentemente, um futuro melhor?
         A maioria dos jovens não sabe o poder que tem nas mãos. Tomara que os resultados conseguidos pelos jovens egípcios – aliado ao restante da população egípcia, diga-se de passagem – sirvam de inspiração para o nosso povo, que também – ainda – desconhece o seu poder.

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