terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Curso de idiomas "The Book Is On The Table"

Recebi uma contribuição por email e estou compartilhando com vocês, só para descontrair!


CURSO “THE BOOK IS ON THE TABLE”
O Brasil sediará a Copa de 2014. Como muitos turistas de todo
mundo estarão por aqui, é imprescindível o aprendizado de outros idiomas (em particular o inglês) para a melhor comunicação com eles.
Pensando em auxiliar no aprendizado, foi formulada uma solução prática e rápida!!
Chegou o sensacional e insuperável curso 'The Book is on the Table', com muitas palavras e expressões que você usará durante a Copa do Mundo de 2014.

Veja como é fácil!

a) Is we in the tape!
= É nóis na fita!

b) Tea with me that I book your face.
= Chá comigo que eu livro sua cara.

c) I am more I.
= Eu sou mais eu.

d) Do you want a good-good?
= Você quer um bom-bom?

e) Not even come that it doesn't have!
= Nem vem que não tem!

f) She is full of nine o'clock.
= Ela é cheia de nove horas.

g) I am completely bald of knowing it.
= To careca de saber.

h) Ooh! I burned my movie!
= Oh! Queimei meu filme!

i) I will wash the mare.
= Vou lavar a égua.

j) Go catch little coconuts!
= Vai catar coquinho!

k) If you run, the beast catches, if you stay the beast eats!
= Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come!

l) Before afternoon than never.
= Antes tarde do que nunca.

m) Take out the little horse from the rain
= Tire o cavalinho da chuva.

n) The cow went to the swamp.
= A vaca foi pro brejo!

o) To give one of John the Armless.
= Dar uma de João-sem-Braço.

Gostou?

Quer ser poliglota? Na compra do 'The Book is on the table' você ganha inteiramente grátis o incrível: 'The Book is on the table - World version'!!!

Outras línguas:

CHINÊS
a) Cabelo sujo: chin-champu
b) Descalço: chin chinela
c) Top less: chin-chu-tian
d) Náufrago: chin-chu-lancha
f) Pobre: chen luz, chen agua e chen gaz

JAPONÊS
a) Adivinhador: komosabe
b) Bicicleta: kasimoto
c) Fim: saka-bo
d) Feia: yono komo
e) Me roubaram a moto: yonovejo m'yamaha
f) Meia volta: kasigiro
g) Se foi: non-ta
h) Ainda tenho sede: kiro maisagwa

OUTRAS EM INGLÊS:
a) Banheira giratória: Tina Turner
b) Indivíduo de bom autocontrole: Auto stop
c) Copie bem: copyright
d) Talco para caminhar: walkie talkie

RUSSO
a)Conjunto de árvores: boshke
b)Inseto: moshka
c) Cão comendo donut's: Troski maska roska
d) Piloto: simecaio patatof
e)Prostituta: Lewinsky
f) Sogra: storvo

ALEMÃO
a) Abrir a porta: destranken
b) Bombardeio: bombascaen
c) Chuva: gotascaen
d)Vaso: frask

Adquira já o “The Book Is On The Table” e não faça feio na frente dos turistas!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Prova de Literatura - UFPR 2011/2012 - Resolvida e comentada


Prova de Literatura Brasileira – UFPR 2011-2012
Resolução e comentários: Professor Gilberto Rocha

            A prova de Literatura da UFPR esteve no mesmo nível da dos anos anteriores: excelente. A banca examinadora valorizou os itens essenciais para uma prova de Literatura: análise das temáticas presentes nas obras, relacionando-as com os contextos históricos, sociais e estéticos em que foram produzidas; uso da linguagem literária por parte dos autores e comparação entre os vários textos relacionados como leitura obrigatória.
            Ficou claro, mais uma vez, que aquele tipo de candidato “esperto” que não leu as obras, não participou das discussões em sala de aula e achou que a resolveria com uma “lidinha” antes da prova, está com os dias contados: a compreensão, interpretação e análise crítica dos textos literários foi o que norteou o trabalho da banca examinadora, premiando, assim, o bom candidato que será o futuro calouro da UFPR.
            O candidato que leu as obras, participou das discussões em sala de aula e procurou resolver as questões propostas pela Universidade nos anos anteriores, certamente foi muito bem. Parabéns à UFPR pelo alto nível das questões e aos candidatos que obtiveram bom desempenho graças aos seus esforços durante a preparação para o vestibular.

Atendendo a pedidos, a resolução da questão 14 da prova de História da UFPR:
14 - “A ambição do grupo [modernista] era grande: educar o Brasil, curá-lo do analfabetismo letrado, e, sobretudo, pesquisar uma maneira nova de expressão, compatível com o tempo do cinema, do telégrafo sem fio, das travessias aéreas intercontinentais”.
(Boaventura, M. E. A Semana de Arte Moderna e a Crítica Contemporânea: vanguarda e modernidade nas artes brasileiras. Conferência – IEL-Unicamp, 2005, p.5-6. Fonte: http://www.iar.unicamp.br/dap/vanguarda/artigos.html).

Conforme o trecho acima e os conhecimentos sobre a Semana de Arte Moderna de 1922 e o modernismo brasileiro subsequente, é correto afirmar:

►a) A Semana de 1922 marcou o modernismo inspirado em vanguardas europeias, buscando uma nova arte com uma identidade brasileira experimental, miscigenada, antropofágica e cosmopolita. O movimento celebrava o progresso da nação, simbolizado pelo desenvolvimento da cidade de São Paulo.
b) A Semana foi o grande marco da arte moderna brasileira, caracterizando-se pela busca por uma imitação do surrealismo e do cubismo, realizada por acadêmicos em constante contato com os artistas europeus.
c) A Semana de 1922 somou-se ao regionalismo nordestino para mostrar as raízes da cultura brasileira, recusando qualquer interferência da arte estrangeira. Os modernistas fizeram, com isso, uma forte crítica à modernização e à alfabetização brasileira.
d) Monteiro Lobato e Mário de Andrade lideraram a Semana de 1922, que teve o intuito de aliar as produções mais recentes no campo da música, literatura e artes plásticas futuristas com as obras tradicionalistas da arte brasileira.
e) Os modernistas passaram a se organizar, depois da Semana de 1922, para efetivar uma arte revolucionária nos moldes do realismo soviético, pois acreditavam na conscientização da população para uma mudança no poder.

Resolução:
            Questão que aborda o panorama do Modernismo no Brasil: seus antecedentes e desdobramentos e a Semana de Arte Moderna de 1922.

A – CORRETA
B – O objetivo dos artistas modernistas não era copiar as ideias das vanguardas européias, mas, adaptá-las para a realidade brasileira.
C – O regionalismo, no modernismo, só começaria nos anos 30, com autores como Graciliano Ramos e Jorge Amado, entre outros. Além disso, os modernistas apoiavam a modernização do Brasil e não faziam críticas à alfabetização local.
D – Monteiro Lobato era visto como “inimigo” modernista em virtude da publicação do artigo “Paranoia ou Mistificação” (1917) em que criticava a pintora modernista Anita Malfatti.
E – O conceito de “arte revolucionária” não pode ser associado ao campo político, no Brasil.

40 - “Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável, pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto — uivaram os lobos, e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir.” (trecho do conto “Os desastres de Sofia”, de Clarice Lispector, em Felicidade clandestina)
Considerando os contos de Felicidade clandestina, de Clarice Lispector, assinale a alternativa correta.
a) Em “Os desastres de Sofia”, a relação de amor e ódio que se constrói entre professor e aluna se apresenta metaforizada na figura do lobo. A violência praticada pelo professor por meio dos falsos elogios à escrita da menina desencadeia a violência final da narrativa.
b) O reaproveitamento intertextual de personagens da literatura infantil é constante nos contos de Felicidade clandestina, como forma de representar a violência física e mental praticada por crianças e por adultos.
►c) De forma intertextual, a narradora de “Restos de Carnaval” afirma que seu mundo interior, quando criança, “não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério”, o que é mais um exemplo da densidade da representação da infância pela autora.
d) Se em “Os desastres de Sofia” a menina é punida pelo professor, em “Cem anos de perdão” a garota que rouba rosas e pitangas de casas ricas do Recife recebe o perdão do jardineiro e de um proprietário, o que desmerece a relação que ela tentara estabelecer entre crime e prazer.
e) O embate entre dois seres profundamente diferentes se observa no conto “Tentação”, em que se encontram uma menina e um cachorro. As diferenças entre os seres, postas num primeiro plano na narrativa, frustram o desejo da criança de brincar com o cão.

Resolução:
            Questão envolvendo o enredo dos contos e análise de recursos estilísticos e temáticos de Clarice Lispector.

A – Não há uma relação de amor e ódio entre professor e aluna, nem atos de violência praticados pelo professor.
B – Violência física e mental não é tema de Clarice Lispector nem o reaproveitamento intertextual de personagens da literatura infantil é frequente na obra da autora.
C – CORRETA.
D – Nenhum dos fatos citados ocorre nos contos em questão.
E – Menina e cachorro se “identificam” no conto, embora não fiquem juntos, ao final da narrativa.

41 - Considerando os contos de Urupês, de Monteiro Lobato, e o romance Inocência, de Visconde de Taunay, assinale a alternativa correta.
►a) Inacinho, do conto “Pollice Verso”, é pior profissional do que Cirino, de Inocência. Embora o primeiro tenha se formado em medicina, ele é descrito de maneira mais caricata e sarcástica que Cirino, que não se formou. O vocabulário sofisticado de Inacinho impressiona os itaoquenses, mas a qualidade de sua atuação é desmerecida pelo narrador, que evidencia suas falhas de formação e de caráter.
b) Assim como Inocência, Zilda (de “O comprador de fazendas”) e Pingo d’Água (de “A colcha de retalhos”) evidenciam a tentativa dos dois autores de caracterizar a vida da mulher brasileira do interior, representando literariamente a submissão da filha à autoridade paterna, o casamento como escolha dos pais e o analfabetismo feminino.
c) No conto “O mata-pau”, um homem das cidades aprende sobre a flora sertaneja com seu camarada, que tanto lhe tira dúvidas com relação à vegetação avistada quanto lhe conta histórias sobre os habitantes do lugar. É semelhante a essa a relação entre o naturalista Meyer e seu camarada, também um sertanejo contador de causos.
d) A desconfiança que cerca o monstruoso Bocatorta (do conto homônimo) quanto às profanações de sepulturas, e que é anunciada no medo que Cristina sente, é semelhante à desconfiança que ronda o anão Tico, que nutre uma paixão doentia por Inocência, sentimento que ele dissimula como se quisesse protegê-la.
e) O sertanejo de Lobato é semelhante ao de Taunay sobretudo no que diz respeito a esta caracterização: “O legítimo sertanejo, explorador dos desertos, não tem, em geral, família. Enquanto moço, seu fim único é devassar terras, pisar campos onde ninguém antes pusera o pé, vadear rios desconhecidos, despontar cabeceiras e furar matas, que descobridor algum até então haja varado” (Inocência, capítulo 1).

Resolução:
            Bela questão envolvendo duas obras regionalistas (falamos sobre isso na última semana de aula): Inocência e Urupês. A questão versa sobre o enredo das narrativas.

A – CORRETA
B – O analfabetismo feminino não é tema de nenhum dos textos mencionados.
C – O enredo de Mata-pau (Elesbão, Rosinha Poca e Ruço) não é o sugerido pela banca; o camarada de Meyer é Juque, encontrado por Meyer, na Corte.
D – Tico não é apaixonado por Inocência.
E – O sertanejo de Lobato não é visto como um desbravador, mas como indolente, ignorante e atrasado.

42 – “Incompreensível mulher! / A noite a vira bacante infrene, calcando aos pés lascivos o pudor e a dignidade, ostentar o vício na maior torpeza do cinismo, com toda a hediondez de sua beleza. A manhã a encontrava tímida menina, amante casta e ingênua, bebendo num olhar a felicidade que dera, e suplicando o perdão da felicidade que recebera.” (José de Alencar, em Lucíola)
Em relação ao romance Lucíola, considere as seguintes afirmativas:
1. Para Lúcia, a prostituição funciona como autopunição, na medida em que reforça o sentimento de culpa pela pureza perdida e valorizada.
2. O idealismo romântico convive com a aguda percepção da importância da posição social, do conflito entre dinheiro e virtude e com o realismo das descrições sem reticências.
3. O romance de Alencar coloca a literatura em relevo, através das obras citadas, da crítica de Lúcia à Dama das Camélias e da referência às leituras permitidas às mulheres.
4. O abandono da vida anterior não é purificação suficiente, razão pela qual o corpo manchado pelo vício deve morrer junto com o fruto do amor impossível.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
►e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Resolução:
            Nesta questão a banca não se atém somente ao enredo da narrativa de José de Alencar: análise, interpretação e conhecimento do contexto social e artístico do Romantismo também são avaliados.
            Os itens 1 e 4 se complementam quanto ao desfecho da narrativa; o item 3 exigiu do candidato o conhecimento do texto e a análise da obra; o item 2 trata de algumas ambiguidades temáticas presentes no texto.

43 - “A duzentos anos de distância, embora ainda velados muitos pormenores desse fantástico enredo, sente-se a imprescindibilidade daqueles encontros, de raças e homens; do nascimento do ouro; da grandeza e decadência das Minas; desses gráficos tão bem traçados de ambição que cresce e da humanidade que declina; a imprescindibilidade das lágrimas e exílios, da humilhação do abandono amargo, da morte afrontosa – a imprescindibilidade das vítimas, para a definitiva execração dos tiranos.” (Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência)

O fragmento transcrito faz parte da conferência “Como escrevi o Romanceiro da Inconfidência”, proferida por Cecília Meireles em 1955. Com base na leitura do Romanceiro e nos conhecimentos sobre a literatura do período, assinale a alternativa correta.

a) O Romanceiro da Inconfidência exemplifica a principal tendência da literatura produzida em meados do século XX no Brasil: longos poemas épicos inspirados na História do país.
►b) Para apresentar a variedade humana envolvida nos episódios, o poema aproveita elementos do gênero dramático, de que são exemplo as falas de personagens espalhadas ao longo do texto.
c) O engajamento político explicitado no texto da conferência é constante na obra de Cecília Meireles, pois para ela a poesia lírica deveria ser instrumento para mudanças sociais.
d) Não se pode considerar o Romanceiro um poema narrativo, pois, ao contrário do que acontece no trecho da conferência, o poema embaralha a ordem de apresentação dos acontecimentos históricos.
e) Enquanto a conferência propõe que os tiranos sejam execrados, o Romanceiro da Inconfidência, por ser um texto lírico, revela sentimentos sem julgar ou estabelecer responsabilidades.

Resolução:
            Como dito na revisão de véspera, o Romanceiro da Inconfidência marcou presença na prova da UFPR. A análise da obra e do contexto que deu origem a ela foram abordadas nessa questão.

A – O Romanceiro é um caso “à parte” na década de 30, pois a produção de poemas longos não era tendência nos anos 30, no Brasil.
B – CORRETA. Gênero dramático é o gênero das peças teatrais. Alguns candidatos confundiram “as falas de personagens” do enunciado com as “falas” da obra. As falas dos personagens, obviamente, representam diálogos, característica típica do gênero dramático.
C – Cecília não produziu o Romanceiro da Inconfidência com finalidade política. O objetivo dela era o de exaltar a figura dos inconfidentes, em especial, Tiradentes.
D – O Romanceiro da Inconfidência é um poema narrativo.
E – Os julgamentos da narradora aparecem nas “falas” presentes na obra.

44 - Considerando a poesia de Gregório de Matos e o momento literário em que sua obra se insere, avalie as seguintes afirmativas:
1. Apresentando a luta do homem no embate entre a carne e o espírito, a terra e o céu, o presente e a eternidade, os poemas religiosos do autor correspondem à sensibilidade da época e encontram paralelo na obra de um seu contemporâneo, Padre Antônio Vieira.
2. Os poemas erótico-irônicos são um exemplo da versatilidade do poeta, mas não são representativos da melhor poesia do autor, por não apresentarem a mesma sofisticação e riqueza de recursos poéticos que os poemas líricos ou religiosos apresentam.
3. Como bom exemplo da poesia barroca, a poesia do autor incrementa e exagera alguns recursos poéticos, deixando sua linguagem mais rebuscada e enredada pelo uso de figuras de linguagem raras e de resultados tortuosos.
4. A presença do elemento mulato nessa poesia resgata para a literatura uma dimensão social problemática da sociedade baiana da época: num país de escravos, o mestiço é um ser em conflito, vítima e algoz em uma sociedade violentamente desigual.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
►c) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.

Resolução:
            Questão envolvendo Poemas Escolhidos (Gregório de Matos) e o período barroco, onde está inserida a figura do autor. O conhecimento dos textos presentes na antologia indicada pela banca examinadora era fundamental para resolver a questão.
1 – A temática das oposições, comum no barroco, encontra eco nos sermões produzidos por Padre Vieira.
2 – A sofisticação verbal e os recursos poéticos utilizados por Gregório de Matos estão presentes, também, nos poemas erótico-irônicos do autor.
3 – O excesso de figuras de linguagem é uma característica típica do Barroco.
4 – Excelente temática abordada pela banca examinadora: Gregório de Matos ridiculariza a figura do mulato nos poemas satíricos, porém, do ponto de vista social, o mestiço faz parte da mesma sociedade desigual, em que está inserida o autor, sugerida pelo enunciado: o Brasil do século XVII.

45 - As rubricas ou indicações cênicas são “textos que não se destinam a ser pronunciados no palco, mas que ajudam o leitor a compreender e a imaginar a ação e as personagens. Esses textos são igualmente úteis ao diretor e aos atores durante os ensaios, mesmo que eles não os respeitem.” (RYNGAERT, Jean-Pierre. Introdução à análise do teatro. São Paulo: Martins
Fontes, 1996, p. 44)

Entre as indicações cênicas a seguir – extraídas de O Anjo Negro, de Nelson Rodrigues – assinale a que se destina à leitura e interpretação do texto e não à sua encenação.
►a) “Passaram-se dezesseis anos e nunca mais fez sol. Não há dia para Ismael e sua família.” (Primeiro quadro do terceiro ato)
b) “No andar térreo, um velório. O pequeno caixão de ‘anjo’ – de seda branca – com os quatro círios, bem finos e longos acesos.” (Primeiro quadro do primeiro ato)
c) “Em cima, de costas para a plateia, Virgínia, a esposa branca, muito alva; veste luto fechado.” (Primeiro quadro do primeiro ato)
d) “Elias, meigo como nunca. A cama atual de Virgínia está revolvida, como a de solteira; um travesseiro no chão; metade do lençol para fora.” (Segundo ato)
e) “Vê-se a silhueta de Ana Maria, no frenético e inútil esforço de libertação.” (Segundo quadro do terceiro ato)

Resolução:
            Questão fácil e que exigia a interpretação dos textos sugeridos como resposta. O candidato deveria entender “encenação”, no caso, como movimentação/posicionamento dos atores em cena. A única situação em que não há como se interpretar o que o enunciado sugere, é a que vem expressa na alternativa A.


domingo, 11 de setembro de 2011

Link para poemas de Gregório de Matos

Olá, moçada! Conforme havia prometido estou postando o link para a leitura de alguns poemas de Gregório de Matos, um dos autores indicados como leitura obrigatória para o vestibular da UFPR 2011/2012:

http://www.4shared.com/document/VQOrjj9g/Poemas_de_Gregrio_de_Matos.html 

Boas leituras!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Link para download: "Novas diretrizes em tempos de paz", de Bosco Brasil

Olá, senhores!! Segue o link para download de "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, uma das leituras obrigatórias para o vestibular da UFPR 2011/2012:

http://www.4shared.com/document/rTMm1ZP0/novas_diretrizes_em_tempos_de_.html

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Delegado lavra flagrante em forma de poesia

Nosso trabalho é um pouco de idealismo. Apesar de muito árduo, ele é um pouco de fantasia, de você lutar pela reconstrução e pela melhora do mundo. Acho que isso traz muita realização e eu quis transformar isso em arte, daí a ideia da poesia"
(Delegado Reinaldo Lobo)

"Já era quase madrugada
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo

O plantão estava tranqüilo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar

Logo surge a viatura
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado

Procura pela Autoridade
Narra a ele a sua verdade
Que o prendeu sem piedade
Pois sem nenhuma autorização
Pelas ruas ermas todo tranquilão
Estava em uma motocicleta com restrição

A Autoridade desconfiada
Já iniciou o seu sermão
Mostrou ao preso a papelada
Que a sua ficha era do cão
Ia checar sua situação

O preso pediu desculpa
Disse que não tinha culpa
Pois só estava na garupa

Foi checada a situação
Ele é mesmo sem noção
Estava preso na domiciliar
Não conseguiu mais se explicar
A motocicleta era roubada
A sua boa fé era furada

Se na garupa ou no volante
Sei que fiz esse flagrante
Desse cara petulante
Que no crime não é estreante

Foi lavrado o flagrante
Pelo crime de receptação
Pois só com a polícia atuante
Protegeremos a população

A fiança foi fixada
E claro não foi paga
E enquanto não vier a cutucada
Manteremos assim preso qualquer pessoa má afamada

Já hoje aqui esteve pra testemunhá
A vítima, meu quase chará
Cuja felicidade do seu gargalho
Nos fez compensar todo o trabalho

As diligências foram concluídas
O inquérito me vem pra relatar
Mas como nesta satélite acabamos de chegar
E não trouxemos os modelos pra usar
Resta-nos apenas inovar

Resolvi fazê-lo em poesia
Pois carrego no peito a magia
De quem ama a fantasia
De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia

Assim seguimos em mais um plantão
Esperando a próxima situação
De terno, distintivo, pistola e caneta na mão
No cumprimento da fé de nossa missão


Riacho Fundo, 26 de Julho de 2011
Del REINALDO LOBO
63.904-4"

Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/08/delegado-do-distrito-federal-relata-crime-em-forma-de-poesia.html



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Os 15 mitos da educação

Comecei a postar no twitter os "15 mitos da educação", aos poucos. Resolvi elencá-los, todos, aqui no blog.

Seguem os 15 mitos da educação, de acordo com a revista Nova Escola, de abril de 2011:
  • 1. Para ser um bom professor é preciso ter dom e vocação
  • 2. A função mais importante da escola é formar cidadãos
  • 3. Criança pobre não aprende
  • 4. Educação se aprende em casa. Cabe à escola apenas ensinar os conteúdos
  • 5. Para os pequenos, livros ilustrados e com texto curto são os melhores
  • 6. Muitas crianças não aprendem porque vêm de famílias desestruturadas
  • 7. Meninos são melhores em Matemática
  • 8. Creche é um mal necessário
  • 9. A repetência sempre melhora o desempenho
  • 10. Sem a possibilidade de reprovação, os alunos perdem o respeito pelo professor
  • 11. A cópia e a repetição são boas estratégias de ensino
  • 12. Trabalho em grupo sempre gera indisciplina
  • 13. É papel da escola elevar a autoestima dos estudantes
  • 14. Os alunos aprendem mais quando a atividade é lúdica
  • 15. Conteúdo dado é conteúdo aprendido
O objetivo de postar estes "mitos" não é o de polemizar, mas de trazer a reflexão do processo educacional à tona. Particularmente, não concordo com o "mito" 1 - para mim, ensinar é um dom, independentemente do método (ou pedagogia?) adotado.

Abraços!

    sábado, 12 de fevereiro de 2011

    Os jovens fazendo História

            Ontem, falei em sala de aula, que a gente percebe que está envelhecendo quando começa a falar das coisas que aconteceram, não como professor, mas como testemunha dos fatos.
             Ontem mesmo, algumas horas depois dessa aula, tomei conhecimento e “testemunhei” mais um fato histórico importante: a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que marca não apenas o fim de uma ditadura de 30 anos, mas o início de uma era democrática.
             É inegável a participação dos jovens egípcios no desfecho desse imbróglio: se eles não fossem para as ruas, exigir de maneira consciente e ordeira, algo melhor para o país deles, nada teria acontecido. Fiquei a lembrar da atuação dos jovens brasileiros à época da Ditadura Militar (1964-1985), à época das “Diretas Já” (1983-1984) e à época dos “caras-pintadas” (1992) e me perguntei: por que será que os nossos jovens de hoje são tão alheios às questões políticas e sociais? Será que se nossos jovens organizassem (de forma consciente e ordeira) movimentos semelhantes exigindo mais ética, transparência e, principalmente, honestidade de nossos representantes políticos não teríamos um país melhor e, consequentemente, um futuro melhor?
             A maioria dos jovens não sabe o poder que tem nas mãos. Tomara que os resultados conseguidos pelos jovens egípcios – aliado ao restante da população egípcia, diga-se de passagem – sirvam de inspiração para o nosso povo, que também – ainda – desconhece o seu poder.