Hoje saiu mais uma divulgação da lista de aprovados da UFPR. E, como de praxe, lá estava eu, na Praça Carlos Gomes, em frente ao prédio da Gazeta do Povo, para rever os alunos, os colegas, os amigos e muita gente boa que eu não via há algum tempo.
Porém, neste ano, comecei a lembrar da minha história, em janeiro de 1995. Sim, senhores: há 16 anos. Bem, há 16 anos atrás (perdoem pela redundância, mas foi necessária), estava eu, na mesma praça, aguardando ansioso o resultado do meu vestibular. Quando vi meu nome impresso na edição extra do jornal, (naquele tempo não havia divulgação pela internet e parece que todos os candidatos estavam lá) senti um misto de alegria e alívio: alegria pela aprovação e pela conquista de uma vaga numa instituição respeitada no Brasil e no mundo. Alívio por ter me livrado das noites insones, estudando, e das pessoas que torceram contra (sim, muita gente torceu contra mim!).
Tenho quase certeza que vocês, calouros de 2011 da UFPR, estão vivenciando as mesmas emoções que eu curti há 16 anos e que me fazem cada vez mais continuar lecionando para ver o sorriso de felicidade nos rostos de vocês.
Parabéns, calouros! Curtam o momento e sejam muito felizes na nova jornada.
Se você que me leu até aqui, tentou passar no vestibular, mas não conseguiu ser aprovado, não há motivo para tristeza: são raríssimas as pessoas que passaram na 1ª tentativa. Continuem tentando, pois isso significa que você continua acreditando no seu sonho.
PS.: em janeiro de 1994 eu fui ver o resultado do meu vestibular: não passei.
Esse post foi lindo e o meu comentário é uma forma de agradecimento pelas excelentes aulas que você deu e que me ajudaram a chegar na UFPR.
ResponderExcluirEu passei em letras com o objetivo de ser professora e você é uma forma de inspiração pra mim.
Obrigada, Papai Urso. De verdade.
Obrigado pelos elogios.
ResponderExcluirCerta vez, na UFPR, a professora Raquel Bueno me disse que, se numa sala com 100 alunos, nós conseguissemos estimular uma pessoa a se tornar um leitor atento, nossa missão está cumprida. A partir do momento que nos tornamos "inspiração" para os alunos, podemos nos considerar realizados.
Sucesso, Caroca!
Eh, meu velho amigo, passei por sensações parecidas com a sua! E talvez seja o pleno sofrimento, envolvido em todas as camadas do mundo docente, que nos motive a continuar tentando: país melhor, pessoas mais conscientes e críticas...
ResponderExcluirAbraços e parabéns pelo texto, Gibão!
Grande, Mozer! Tentar fazer um mundo melhor é o mínimo que podemos na nossa humilde profissão.
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